Os Seis Pilares da Contabilidade Consultiva
A Contabilidade como Ciência da Riqueza
Introdução
O termo “Contabilidade Consultiva” tem se tornado cada vez mais popular no nosso meio.
Talvez até seja a primeira vez que você esteja ouvindo falar sobre isso, mas o fato é que esse conceito tem sido alvo de críticas e defensores fervorosos no mercado, e não dá mais para você passar despercebido, sem formar uma opinião sobre o assunto.
Pode soar estranho um termo que, a princípio, parece redundante, mas ele existe para diferenciar a Contabilidade como Ciência da Riqueza, da contabilidade para fins fiscais, praticada pela maioria absoluta dos escritórios contábeis.
A Contabilidade Consultiva nada mais é do que o resgate do papel do contador na utilização da contabilidade para o seu verdadeiro objetivo: auxiliar as empresas na tomada de decisão.
E aqui estamos tratando especificamente das micro e pequenas empresas que terceirizam a sua contabilidade, o que representa 99% das empresas ativas no país (dados do Empresômetro/2019).
Esse olhar gerencial para as MPE’s, por parte dos contadores, se faz extremamente urgente dado o cenário acachapante da alta mortalidade infantil dessas empresas, que segundo o IBGE (2015) corresponde a 52,5% de falências antes de completarem 5 anos de vida.
Usar as informações contábeis para diagnosticar a saúde das empresas, gerar insights de negócios e ajudar os empreendedores na tomada de decisão pode ser um desafio em empresas pequenas, já que muitas vezes os dados não correspondem à realidade.
Porém, muitas vezes os contadores criam uma atmosfera muito complexa em torno do que é exatamente o empresário usar a contabilidade para a tomada de decisão.
Empresário não entende nada de contabilidade (e por isso não a valoriza), mas o papel do contador não é educá-lo no sentido de explicar para ele a diferença de uma DRE contábil para uma planilha de fluxo de caixa.
Na verdade, o grande papel do contador consultor é enxergar nos números onde está o problema e dar a DIREÇÃO para o empresário rumo à solução.
É gerar valor para o empresário usando os dados que ele tem disponível, mesmo esses dados não sendo 100% confiáveis (falarei disso adiante).
Ainda assim, o contador é capaz de detectar o problema que não está sendo visto pelo empresário e dar a clareza que falta para uma tomada de decisão mais assertiva.
E a grande realidade é que esse direcionamento não costuma ser complexo.
As empresas, todas elas, seguem um padrão de comportamento. Então existem soluções que são pré-estabelecidas e fáceis de serem conduzidas.
E é exatamente aí que o contador pode navegar em um oceano azul e se reposicionar de forma estratégica, se reinventar e transpor barreiras para atuar mais próximo dos empresários oferecendo para seus clientes uma consultoria contábil capaz de ajudar as pequenas empresas a prosperarem.
Mas para que consigamos aplicar a Contabilidade Consultiva de fato, precisamos entender quais são os pilares que a sustentam e nos fortalecer em cada um deles.
Nos próximos artigos, compartilharei com você cada um dos 6 pilares da Contabilidade Consultiva, que são:
- Método Científico-Contábil: A Contabilidade Baseada em Evidências
- Contador Protagonista: O ato de assumir responsabilidades
- Reposicionamento estratégico: A morte do contador darfeiro
- Treinamento e Prática: A arte de fazer a Verdadeira Contabilidade
- Relacionamento com o Cliente: O diferencial humano
- Tecnologia Acessível: A inteligência artificial a serviço do contador
Tudo que você verá em cada um dos pilares é altamente aplicável e condizente com a realidade de um empresário contábil no Brasil e eu afirmo pra você:
Apesar da burocracia que consome os escritórios contábeis do país, é totalmente possível aplicar a Contabilidade Consultiva e ajudar as empresas a prosperarem de forma sustentável!
Afinal, este é o seu verdadeiro papel de contador, lembra?
Clique aqui para Acessar o artigo do 1º Pilar: Método Científico-Contábil!
Tamo junto,
Fernanda Rocha