2º Pilar da Contabilidade Consultiva: Contador Protagonista
O ato de assumir responsabilidades
“Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”
Protagonismo, para mim, é ser capaz de trazer pra si e assumir responsabilidades, sem ficar achando que a culpa do seu fracasso é do outro.
O contador jurou defender a ciência contábil, evoluir a profissão e contribuir com a sociedade através do seu conhecimento. Ser um cientista da riqueza capaz de prover a prosperidade para as empresas e todos a ela vinculados traz um enorme poder!
Mas em algum momento, os contadores que se tornaram ”donos de escritórios contábeis” se desvirtuaram desse papel quando passaram a cuidar apenas dos trabalhos pouco nobres, como a terceirização da burocracia, das obrigações acessórias, do departamento fiscal e pessoal e de contas a pagar/receber das empresas.
Assim, a essência do real papel do contador — o de orientar na tomada de decisão — se perdeu. Com isso, grandes consequências vieram.
Do lado do contador:
- Sofre com desvalorização profissional, inadimplência e uma forte pressão por preços irrisórios de honorários, por seu trabalho não ser considerado essencial pelas empresas;
Do lado do empresário:
- Deixou de ter um conselheiro de negócios para ter um despachante do governo e sofre problemas financeiros por ter uma gestão amadora e pouco responsável.
Por que as empresas quebram?
Em 2016, o Sebrae/SP fez uma pesquisa com 2000 pequenas empresas que fecharam as portas e pediu para que os empresários dissessem o principal motivo pelo qual a empresa quebrou.
Esse foi o resultado:
E agora fica a pergunta que não quer calar:
- Por que dos 4 principais motivos pelos quais uma pequena empresa fecha as portas no Brasil, 3 estão ligados diretamente à contabilidade?
- Impostos/custos/despesas/juros: não cabe à contabilidade a explicação de como funciona a estrutura de custos e despesas de uma empresa, sua formação de preço de venda e como os impostos influenciam nisso?
- Problemas financeiros/falta de linhas de crédito/capital de giro: existe uma crença no Brasil de que as fontes de capital de giro de uma empresa sempre são onerosas, ou seja, adquiridas através de financiamentos e empréstimos bancários. Será que os empresários sabem que é possível gerar capital de giro próprio na empresa através da boa gestão dos prazos médios operacionais?
- Gestão/problemas administrativos e contábeis: empresários são em sua maioria leigos em gestão, não entendem absolutamente nada de contabilidade, tampouco dos números de seu negócio e precisam de apoio para tomarem decisão. O contador, na sua essência, não deveria exercer esse papel consultivo?
Se o contador não está ajudando os pequenos empresários a resolverem esses problemas, o que diabos está fazendo então??
Está ocupado demais cuidando da burocracia!
Acho que esse vídeo retrata muito bem esse sentimento:
Eu sei que alguém precisa cuidar da burocracia, porque ela é complexa e torna o ambiente empreendedor no Brasil extremamente hostil. Mas o contador fazer SOMENTE isso é o meu grande questionamento aqui.
Está certo o contador fazer parte apenas do problema (despachante do governo) e não da solução (reabilitar empresas e levá-las à prosperidade)?
Quando trago as estatísticas de que de cada 2 empresas nascentes no Brasil, 1 morre antes de completar 5 anos, isso dói em você?
Você, contador, se sente responsável pela morte e mau desempenho das empresas?
O gráfico abaixo mostra a taxa de mortalidade de empresas por porte.
A não ser que você seja especialista em empresas médias e grandes, sabemos que a maioria dos clientes da sua carteira são ME.
Essas empresas estão na sua mão, estão morrendo, e você não sente nenhum pesar?
Será que você não poderia ter feito NADA para evitar essa falência?
Eu tenho certeza de que você poderia ter feito algo para evitar a morte de uma empresa. Você se formou para isso!
Deixo, aqui, uma frase de Lopes de Sá para você se convencer de que sim, você poderia e deveria fazer alguma coisa por essas empresas.
“Qualquer contador consegue restabelecer empresas e levá-las à prosperidade, desde que baseado no conhecimento científico da Contabilidade.”
Portanto, contador, é hora de despertar o cientista da riqueza escondido dentro de você, assumir a responsabilidade do seu papel, parar de culpar os outros pela sua mediocridade e ir pra luta! ISSO É PROTAGONISMO.
E para complementar seus estudos sobre esse pilar, compartilho aqui dois Webinars sobre protagonismo.
O primeiro, eu gravei com o Gilberto Mendes, contador e perito. Sem dúvida, um dos webinars mais realistas que já fiz.
O segundo Webinar foi com a minha psicóloga e terapeuta, Rita Eltsinof, especialista em terapia cognitiva comportamental. Falamos sobre a importância da inteligência emocional aplicada à Contabilidade Consultiva.
Ah, quero compartilhar também um artigo que fiz sobre o que despertou o protagonismo em mim:
Parto do Filipe, Protagonismo, CSC, Nucont: o que tudo isso tem em comum
Estou falando que é fácil? Não, não estou. Mas também não estou dizendo que é impossível! Existe um caminho para ser percorrido.
Por isso, no 3º Pilar da Contabilidade Consultiva você vai aprender a como melhorar sua imagem, diante da sociedade, como profissional contábil.
Até lá!
Tamo junto,
Fernanda Rocha
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